Diário Aberto
O desenho e a palavra vivem em mim como desejo latente.Fontes transformadoras que fazem fluir os gestos através dos meus diários. Em vista disso, evidencio aqui o gozo que provém da escrita na prática de diários (de bordo, suspensos, digitais etc), afinal o próprio blog é isso, não é? Um relato do dia-a-dia em uma troca constante.
O diário é sempre a borda, um bordado dos pensamentos e um desejo de permanência, uma seleção de momentos que se elege guardar. Talvez restem apenas as linhas desse bordado, um fiapo aqui, outro ali que, com o passar do tempo, mudam de cor, de cheiro e de forma, mas que nos faz acreditar na existência de algo, no desejo do ser e de metamorfosear-se nesses fios do casulo ou das páginas reviradas do avesso.
